terça-feira, 19 de julho de 2011

gente de verdade


Pra mim pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Por que todo mundo anda de máscara por aí? O que escondem? Somos todos iguais, viemos do mesmo lugar, iremos pro mesmo lugar. Tirem essas máscaras. Deixem-nos ver seus rostos! Se olhem no espelho!
Às vezes me sinto como Edward mãos de tesoura, preso em seu castelo, fazendo obras de arte porque não há outro jeito com o qual possa tocar as pessoas. Lembra - se desse filme? Mas quem sabe um dia todos nós aprenderemos e a cada vez que conhecermos alguém, seja ela ou ele, branco, preto, gordo, magro, feio, bonito, judeu, muçulmano, homossexual, alto, careca, gago, adotado, anão, hiv positivo, hiv negativo, rico, pobre, cabeludo, fanho, cego, corcunda, vesgo, paraplégico, inteligente, palestino, árabe, comunista, consumista, hemofílico, bicho-grilo, coreano, miserável, graduado, travesti, místico, sem-terra, empregado, patrão, novo, velho, ateu, enfermeira, prostituta, padre, tatuado, tuberculoso, mexicano, sem braços, surdo, mudo, ignorante...nos lembraremos de que, antes de tudo isso, é apenas uma pessoa. E melhor ainda se, depois de tudo isso, ainda pudermos ser amigos.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

"Rather than love, than money, than fame, give me truth"

- into the wild

“Deixe que os outros vivam vidas pequenas, mas não você. Deixe que os outros discutam por coisas pequenas, mas não você. Deixe que os outros chorem por pequenas feridas, mas não você. Deixe que os outros deixem os seus futuros nas mãos de alguma outra pessoa, mas não você.”

Eu vou embora sozinha;


Eu tenho um sonho, eu tenho um destino, e se bater o carro e arrebentar a cara toda saindo daqui, continua tudo certo. Fora da rota, montada na minha loucura. Parada pateta ridícula porra-louca solitária venenosa. Pós-tudo, sabe como? Darkérrima, modernésima, puro simulacro. Dá minha jaqueta, que faz um puta frio lá fora e quando chega essa hora da noite eu me desencanto. Viro outra vez aquilo que sou todo dia, fechada sozinha perdida nalgum lugar, longe da rota e de tudo: uma criança assustada.

"Porque você não pode voltar atrás no que vê. Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser: até o fim de sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável. Mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, você está perdido: as coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você próprio já não será o mesmo. O que vem depois, não se sabe."